Mark Zuckerberg foi ao Congresso norte-americano nesta terça-feira (10) dar explicações sobre o vazamento de dados de 87 milhões de usuários. O presidente e fundador da rede social mais popular mundo parecia assustado e acuado ao responder às perguntas dos senadores.


A sesão começou com a leitura de um depoimento escrito que foi publicando na segunda. Como já era esperado, Zuckerberg assumiu a culpa pela coleta e uso irregular dos dados pela consultoria britânica Cambridge Analytica. Durante sua fala, pontuou todas as iniciativas e ferramentas criadas para melhorar a segurança na plataforma.


Interferência russa


Na audiência, os senadores chamaram atenção para o fato de que a investigação sobre a interferência russa na eleição de 2016 mostrou que a Internet Research Agency, entidade ligada ao Kremlin, fez com que centenas de milhões de usuários norte-americanos recebessem notícias falsas sobre a campanha da democrata Hillary Clinton.



“Uma das nossas maiores prioridades é parar a interferência externas em processos eleitorais. Meu maior arrependimento foi não ter identificado as ameaças russas de interferência, achávamos que eles usariam outras ferramentas cibernéticas. Este ano, temos eleições importantes pelo mundo, como no México e no Brasil, então estamos aprimorando nossas ferramentas”, lamentou Zuckerberg.


Na audiência, ele explicou que a empresa tinha um modelo limitado de vigilância muito ineficiente no início, devido ao tamanho do corpo de funcionários. Agora, teria mais de 20 mil funcionários voltados à identificação de conteúdo inadequado.


“Começamos no meu dormitório da faculdade, e nosso modo de responder aos problemas era muito reativo. Só conseguíamos identificar conteúdo inadequado quando recebíamos denúncias dos usuários. Agora estamos melhorando as ferramentas e conseguimos identificar conteúdos como terroristas muito mais facilmente”, explicou.



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