O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, fez piada com sua audiência no Congresso norte-americano e também afirmou, nesta terça-feira (1º), que sua equipe jamais vai ser pega desprevenida novamente por um problema de segurança como o vazamento de dados para a consultoria Cambridge Analytica.


Durante a abertura da F8, a conferência anual dos desenvolvedores de aplicativos para Facebook, em San Jose, na Califórnia (EUA), ele chamou o episódio de uma “imensa quebra de confiança” e afirmou que está ampliando suas equipes de segurança.


‘Ano intenso’


Zuckerberg iniciou a conferência falando que 2018 tem sido um ‘ano intenso’ e afirmando que todos os aplicativos que têm acesso via Facebook estão sendo reavaliados por sua equipe de segurança.


“Nunca mais vamos estar despreparados para um problema desse tipo. Não esperávamos toda essa operação coordenada de coleta e venda de dados, temos que nos certificar que isso não vai acontecer de novo. Por isso, tenho conversado muito com as equipes para que isso não aconteça mais”, afirmou.



O empresário também afirmou que sua plataforma está combatendo a disseminação das chamadas ‘fake news’ e aumentando a transparência em relação às propagandas veiculadas no site e nos aplicativos da companhia.


Piada com testemunho


Durante o evento, Zuckerberg chegou a fazer piada com as convocações que teve no mês passado para depôr diante de várias comissões do Congresso dos Estados Unidos. Ele apresentou um recurso do aplicativo do Facebook que permite aos usuários assistirem o mesmo vídeo em grupo, fazendo comentários.


“Vamos supôr que um amigo seu esteja testemunhando no Congresso”, disse o empresário, enquanto o telão atrás dele mostrava uma tela do aplicativo do Facebook para celular exibindo um vídeo de seu depoimento. “Bom, não vamos repetir isso”.


Proteção de dados


O empresário também anunciou que está tomando outras medidas para limitar o acesso dos desenvolvedores de aplicativos aos dados dos usuários, como diminuir o número de informações que eles podem receber, reforçar as equipes de segurança e oferecer às pessoas a opção de apagar todos os dados coletados pelo aplicativo.


“Vamos introduzir uma função chamada ‘limpar histórico’, onde o usuário pode apagar todas as buscas, visitas, cliques, interações com sites externos e também prevenir que esses dados sejam coletados novamente. Pode prejudicar um pouco a sua experiência no Facebook, mas queremos que o usuário tenha essa possibilidade”, explicou Zuckerberg.


Ele voltou a reforçar que, até o fim do ano, pretende ter 20 mil pessoas trabalhando em checagem de conteúdo, tanto para diminuir notícias falsas como a propagação de discursos de ódio “em todos os idiomas possíveis”, garantiu.




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