A chinesa ZTE classificou a proibição dos Estados Unidos à venda de peças e software a ela como injusta e afirmou que isso pode ameaçar sua sobrevivência.

A fabricante de smartphones e equipamentos de telecomunicações ainda prometeu nesta sexta-feira (20) proteger seus interesses através de todos os meios legais.

O escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos Estados Unidos (BIS, na sigla em inglês) proibiu empresas americanas de venderem para a ZTE por sete anos, devido à empresa chinesa ter furado o embargo ao Irã e ter dado declarações falsas.

“É inaceitável que o BIS insista em impor a pena mais severa à ZTE injustamente, mesmo antes da conclusão da investigação dos fatos”, disse a ZTE em sua primeira resposta desde que a proibição foi anunciada.

“A ordem de negação não só afetará severamente a sobrevivência e o desenvolvimento da ZTE, mas também causará danos a todos os parceiros da ZTE, incluindo um grande número de empresas dos EUA”, disse o comunicado.

A ZTE disse que já investiu US$ 50 milhões em projetos de conformidade de controle de exportação em 2017 e planeja investir mais este ano.

Uma autoridade sênior do Departamento de Comércio dos EUA disse ser improvável uma suspensão da proibição. “Não há nenhuma disposição atualmente para isso ocorrer”, disse o funcionário, que se recusou a ser identificado devido à sensibilidade do assunto.

Um advogado dos EUA, que não quis ser identificado porque a empresa tem clientes com interesses no caso, descreveu a proibição como “uma sentença de morte” para a ZTE.

O Departamento de Comércio tem um processo de apelação para as empresas tentarem sair da lista, mas não está claro se isso estaria disponível para a ZTE porque o caso havia sido anteriormente sujeito a um acordo, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Mesmo assim, a ZTE teria pouco recurso no curto prazo porque os apelos teriam de ser aprovados pelo BIS, a mesma agência que emitiu a proibição.

As empresas devem enviar recursos a um comitê que emitirá uma decisão dentro de 30 dias, de acordo com o site da agência.



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