A Xiaomi, fabricante de smartphone apelidada de “Apple da China”, registrou prejuízo de US$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre deste ano, mostram documentos entregues pela empresa à autoridade chinesa do mercado de capitais.

Caso consiga atingir esse nível, a Xiaomi terá seu valor de mercado avaliado em US$ 100 bilhões, aproximadamente um nono da Apple original, que é a empresa mais valiosa do mundo.

A Xiaomi enviou documentos com novos detalhes financeiros à Comissão Regulatória de Valores Mobiliários da China (CSRC, na sigla em inglês) porque também pretende ser listada na China continental.

Os papéis mostram que a empresa está no vermelho. Em 2017, teve perdas de US$ 6,9 bilhões, após ter conseguido obter um pequeno lucro no ano anterior, de US$ 77,2 milhões.

A Xiaomi possui uma grande dependência da China, que responde por 72% das receitas da empresa em 2017. Ainda assim, a parcela chinesa no faturamento da fabricante de smartphone já foi bem maior e vem baixando nos últimos anos. Em 2015, era de 94%, mas caiu para 87% no ano seguinte.

A importância da China começou a cair quando a Xiaomi ensaiou uma expansão internacional. Uma das paradas era o Brasil. Chegou ao país no fim de 2015, mas as condições difíceis do mercado brasileiro fizeram a chinesa mudar sua estratégia: optou por deixar de fazer lançamentos no Brasil em meados de 2016.



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