A Uber quer se tornar o polo para tudo que envolva transportes, não importa o veículo que as pessoas escolham.

A companhia de serviços de carros realizou investimentos para se preparar para os táxis voadores do futuro. Adquiriu a Jump, que fabrica bicicletas elétricas, por cerca de US$ 200 milhões este ano. E, na segunda-feira (9), anunciou que havia feito mais um cheque, para investir na Lime, uma empresa conhecida por oferecer serviços de patinetes elétricos.

Como parte de uma rodada de capitalização que avalia seu valor em US$ 1,1 bilhão, a Lime anunciou que receberia um investimento “considerável” da Uber e que formaria uma parceria com ela. A Uber informou que as patinetes da Lime seriam oferecidas como opção de transporte em seu app para aparelhos móveis, e que seu logotipo seria exibido em alguns dos patinetes. Nem a Uber nem a Lime revelaram o valor exato do investimento da Uber.

Dara Khosrowshahi, que assumiu como presidente-executivo da Uber no ano passado, posicionou a empresa como um polo para atividades de transporte. Em abril, ela anunciou um programa piloto que permitiria que usuários da Uber alugassem carros do serviço de reservas de carros Getaround, usando seu app, e uma parceria a ser implementada com o Masabi, um serviço de compra de passagens, que permitiria que as pessoas adquirissem passagens para serviços de transporte público.

O investimento da Uber na Lime é parte do movimento intenso no mundo dos transportes. Depois que a Uber adquiriu a Jump, em abril, o serviço rival Lyft anunciou que também entraria no segmento de bicicletas compartilhadas. Na semana passada, a Lyft anunciou a aquisição da Motivate, que controla o app CitiBike e programas semelhantes em diversas cidades americanas. Os termos financeiros não foram anunciados, mas reportagens durante as negociações indicaram que a Lyft pagaria US$ 250 milhões pela empresa.

Tudo isso é parte de uma convergência de diversas formas de transporte. Uber e Lyft estão em posição forte para consolidar múltiplos serviços porque já são usadas por grande número de consumidores, e já detém dados sobre os cartões de crédito desses usuários. Adicionar um serviço diferente ao app da Uber pode facilitar a atração de pessoas para novas experiências, se comparado a tentar convencê-las a testar um serviço do zero.

As patinetes elétricos são parte do cenário. Empresas como a Lime e a Bird, uma startup que fabrica essas patinetes, permitem que clientes aluguem por minuto, apanhando e deixando os veículos nas calçadas da cidade. Embora o surgimento das patinetes espalhados por toda parte tenha irritado autoridades municipais e moradores, esses serviços oferecem uma alternativa intermediária entre ir a pé e chamar um carro.

Fundada em junho de 2017, a Lime agora opera em mais de 70 mercados nos Estados Unidos e na Europa.

A rodada de capitalização da Lime foi liderada pela GV, uma das unidades de capital para empreendimentos da Alphabet, a controladora do Google. A Lime anunciou que Joe Kraus, um dos sócios da GV, passaria a integrar o conselho da empresa. Enquanto isso, a Bird, fundada por Travis VanderZanden, antigo executivo da Uber e Lyft, arrecadou US$ 300 milhões em capital e foi avaliada em US$ 2 bilhões.

Tradução de PAULO MIGLIACCI



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