A sonda espacial japonesa Hayabusa2 chegou nesta quarta-feira (27), após uma viagem de 3,2 bilhões de quilômetros e mais de três anos, às proximidades de um asteroide para obter informações sobre o nascimento do Sistema Solar e a origem da vida. 

Às 21h35 de terça (26) no horário de Brasília, a Hayabusa2 —nome em homenagem ao falcão-peregrino–se estabilizou a 20 km do asteroide Ryugu e deve permanecer assim pelos próximos meses, mapeando a superfície do objeto –situado a cerca de 280 milhões de km da Terra— para se preparar para pousar, segundo informações da agência espacial japonesa (Jaxa). 

A sonda agora iniciará a próxima etapa da missão. Ela lançará pequenos projéteis explosivos em direção ao Ryugu e, dessa forma, será possível recolher poeira do corpo celeste. 

Como no caso da primeira missão Hayabusa, realizada no asteroide Itokawa, o objetivo é analisar a poeira do corpo celeste rochoso –que possui carbono e água— para tentar entender que materiais orgânicos estavam presentes na origem do sistema solar.

A primeira sonda Hayabusa não conseguiu recolher a quantidade de material que se esperava, mas, mesmo assim, fez história ao ser a primeira a trazer para a Terra material de um asteroide. A missão inicial terminou em 2010, quando a sonda pioneira pousou no deserto australiano.

Acredita-se que os meteoros se formaram no início do sistema solar. Os cientistas afirmam que o Ryugu pode ter matéria orgânica, que, por sua vez, poderia ter contribuído para formação de vida na Terra.

Hayabusa2 deixará no Ryugu um robô chamado Minerva2 e um analisador autônomo que leva o nome de Mascot, concebido pelo centro francês de estudos espaciais (CNES) e seu homólogo alemão (DLR). 

Após passar 18 meses ao redor do asteroide Ryugu, o retorno da sonda Hayabusa2 à Terra com as amostras está previsto para 2020, mesmo ano em que Tóquio sediará os Jogos Olímpicos de Verão.

 



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