Em meio a uma névoa de mistério, às 0h26 (de Brasília) desta quinta-feira (3), a sonda Chang’e-4 realizou um pouso no lado afastado da Lua. É a primeira vez que isso acontece na história da exploração espacial, e a primeira vez que o programa espacial chinês realiza algo jamais feito por qualquer outra nação. Mas a saúde da sonda no solo lunar ainda está em questão.

A China costuma cercar suas atividades espaciais de segredos, mas nesta missão em particular a atitude do governo chinês foi ainda mais enigmática. O noticiário pré-pouso foi discreto, anunciando o dia da tentativa, mas não a hora, e um frenesi tomou conta do Twitter enquanto observadores do mundo inteiro tentavam descobrir o que estava havendo.

O horário do pouso foi divulgado não oficialmente na rede social chinesa weibo. À 1h00, a rede de televisão estatal chinesa CGTN tuitou o pouso bem-sucedido, para segundos depois apagar sua própria mensagem. Finalmente, à 1h11, a própria rede anunciou na TV o pouso, e prometeu mais informações para mais tarde. Com todas essas idas e vindas, ainda não há clareza de que a espaçonave chegou em segurança à superfície lunar.

Não há dúvida de que se trata de um projeto desafiador. O lado afastado da Lua está permanentemente “de costas” para a Terra, de forma que não há linha direta de comunicação. Para empreender a tentativa, os chineses tiveram de lançar, em maio, um satélite de comunicações para orbitar ao redor de um “ponto de equilíbrio” entre as gravidades terrestre e lunar que fica além da Lua, de onde ele poderia contatar tanto a Chang’e-4 no solo lunar quanto o controle da missão no planeta.

Mais informações em breve.

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