A história oficial era de que o ditador nazista Adolf Hitler teria se suicidado em seu bunker em Berlim, em 1945.

Mas ela não impediu o surgimento de teorias da conspiração: para alguns, ele escapou em um submarino para a América do Sul. Para outros, ele fugiu para a Antártida ou até para o lado oculto da lua.

Agora, entretanto, há uma forte evidência científica para a história oficial.

Uma equipe forense da França teve acesso ao que chamou de relíquias guardadas pelo serviço de inteligência russo por mais de sete décadas e diz ter chegado a uma conclusão histórica “inquestionável”.

m um estudo divulgado na publicação European Journal of Internal Medicine, os patologistas apresentaram o resultado da análise de um conjunto de dentes guardados em Moscou desde o fim da 2ª Guerra Mundial.

Os cientistas compararam as amostras com descrições que tinham dos dentes de Hitler e chegaram à conclusão de que elas batiam.

Os especialistas usaram dados do dentista pessoal de Hitler, Hugo Blaschke, e sua assistente, Kathe Heusermann, que diziam que, quando o “Führer” morreu, aos 56 anos, tinham apenas alguns dentes.

Também destacaram que as análises mostraram que as amostras dos dentes não tinham vestígios de carne, o que é coerente com o fato de Hitler ter sido vegetariano.

De acordo como o serviço público alemão de notícias Deutsche Welle, os dentes também seriam facilmente identificados devido às “próteses e pontes notáveis e incomuns” que Hitler era conhecido por usar.

“Os dentes são autênticos, não há dúvida, nosso estudo mostra que Hitler morreu em 1945”, disse o patologista Philippe Charlier, principal investigador do estudo, à AFP.

De acordo com a versão histórica mais difundida, o líder nazista tirou a própria vida com sua mulher, Eva Braun, e seus cães em um bunker. Mais tarde, seus cadáveres teriam sido incinerados por soldados fiéis.

Os serviços soviéticos de inteligência, que tomaram o bunker, alegaram por anos ter guardado os poucos restos do líder nazista. Mas essa versão levantou dúvidas por conta da má reputação da KGB (serviço de espionagem soviético) e porque nenhum outro perito internacional teve acesso a esses restos mortais.

Segundo a equipe francesa, Hitler realmente morreu no bunker e foi queimado, como alegaram um grande número de historiadores.



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