No ano passado, o projeto CarbFix capturou 10 mil toneladas de CO2 da atmosfera, o equivalente à emissão de 2,2 mil carros

Efeito Estufa


A usina de energia de Hellisheidi, na Islândia, vem testando um novo método para combater o aquecimento global: transformar o gás carbônico (CO2) em pedra.


“Chegamos ao limite dos níveis de CO2 na atmosfera, se não fizermos nada, coisas extremas vão acontecer”, diz Edda Sif Aradóttir, líder do projeto CarbFix.


O CarbFix consiste em um projeto de pesquisa focado no desenvolvimento de métodos para capturar CO2 e injetá-lo em formações de basalto, transformando o gás em pedra.


O processo não é simples: primeiro, o CO2 é dissolvido em água e depois injetado no solo, onde se mistura a formações de basalto.


A paisagem de tirar o fôlego da Islândia – com suas fontes termais, gêiseres e praias de areia negra – é principalmente composta por basalto, uma rocha porosa de cor cinza-escura formada a partir do esfriamento da lava.


O basalto, por sua vez, é considerado o “melhor amigo do carbono”, porque contém grandes quantidades de cálcio, magnésio e ferro, que se combinam com o CO2 bombeado para ajudar a solidificá-lo em um mineral.


No ano passado, o CarbFix capturou 10 mil toneladas de CO2 da atmosfera, o equivalente à emissão de 2,2 mil carros.


“Atualmente, estamos testando o CarbFix em pequena escala, mas somos capazes de ampliá-lo”, diz Aradóttir.


“Minha missão é ver o CarbFix sendo empregado por todo o mundo, de modo que possamos vencer a batalha contra as mudanças climáticas”, acrescenta.


Esta reportagem faz parte da série da BBC Medindo a temperatura, que foi produzida com financiamento da Fundação Skoll, sediada na Califórnia, nos EUA.



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