É que o “remake” do jogo de 1998, um dos episódios mais adorados dos fãs, consegue reconhecer tudo de bom que aconteceu em “Resident Evil” depois deste segundo capítulo. Não tem “mimimi” em favor da nostalgia.

O novo “Resident Evil 2” usa pontos altos da franquia, como a tecnologia de “Resident Evil 7” (2017) e a perspectiva mais próxima da ação de “Resident Evil 4” (2005), e reinventa um clássico do terror para uma nova geração de jogadores.

Mas sem abrir mão do clima de tensão, dos quebra-cabeças e da movimentação mais lenta do jogo original. O que deixa claro duas coisas:

  1. Mesmo com alguns tropeços, “Resident Evil” evoluiu
  2. Nessa história de recontar e recriar seus romances de zumbis e armas biológicas, sim, a Capcom está fazendo um raio cair duas vezes no mesmo lugar

Veja mais abaixo imagens de comparação entre as duas versões do game.

Primeiro dia de trabalho sempre é puxado

O roteiro de “Resident Evil 2” é praticamente o mesmo no “remake”. A história acontece fora da mansão do primeiro game, na cidade de Raccoon City, e tem como personagens principais Leon S. Kennedy e Claire Redfield.

Leon chega à cidade para seu primeiro dia de trabalho como policial local. Enquanto Claire procura pelo irmão desaparecido Chris, um dos protagonistas do primeiro “Resident Evil”. Com a cidade infestada de mortos-vivos, a dupla decide trabalhar junta para seguir viva.

A demo da E3 2018 se passava na famigerada delegacia de polícia de Raccoon City, um dos cenários mais famosos da franquia. E traz familiaridades e novidades mesmo pra quem conhece o lugar de cabeça pra baixo.

Saem os pontos de vista fixos do game original e entra uma câmera em 3ª pessoa. Mas “Resident Evil 2” está longe de ser moleza ou menos assustador.

Leon e Claire se movimentam lentamente mesmo quando estão correndo. E as salas e corredores continuam estreitas. Ou seja, mirar com armas pode até ser mais fácil. Mas ainda é preciso escolher bem a hora de encarar os zumbis para não ficar sobrecarregado.

Some a isso um sistema de iluminação que faz da incidência de luz um bem valioso em meio à muita escuridão e os sustos serão constantes.

Por falar em mortos-vivos, os pobres coitados sentem literalmente na pele o avanço da tecnologia no novo game.

É possível atirar nas pernas e braços dos zumbis para desmembrá-los e atrapalhar sua locomoção. E “Resident Evil 2” também tem um recurso que mostra os ferimentos causados em tempo real e de maneira realista.

Estamos falando, por exemplo, de crateras se abrindo nas cabeças dos zumbis após um disparo preciso. É um investimento pesado em anatomia que deixa o jogo mais grotesco, ainda bem.

O “remake” de “Resident Evil 2” será lançado em 25 de janeiro de 2019 para Xbox One, PS4 e PCs.

Comparação de cena de diálogo do 'Resident Evil 2' original, de 1998, com o novo (Foto: Divulgação/Capcom)Comparação de cena de diálogo do 'Resident Evil 2' original, de 1998, com o novo (Foto: Divulgação/Capcom)

Comparação de cena de diálogo do ‘Resident Evil 2’ original, de 1998, com o novo (Foto: Divulgação/Capcom)

Entrada da delegacia de Raccoon City no 'Resident Evil 2' antigo em comparação com o 'remake' (Foto: Divulgação/Capcom)Entrada da delegacia de Raccoon City no 'Resident Evil 2' antigo em comparação com o 'remake' (Foto: Divulgação/Capcom)

Entrada da delegacia de Raccoon City no ‘Resident Evil 2’ antigo em comparação com o ‘remake’ (Foto: Divulgação/Capcom)



DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here