O próximo domingo (7), primeiro turno das eleições, será um dia extremamente importante na história do nosso país. A decisão de cada cidadão resta na seguinte questão: Que país você quer? Me parece que, em termos gerais, existem duas escolhas, cada uma representada por diversos candidatos. Uma que olha para frente e outra que olha para trás.

A que olha para trás opta por um país retrógrado, que baseia sua economia quase que exclusivamente na extração de minérios e na agropecuária, sem perspectivas de criar grandes inovações tecnológicas, de inspirar jovens a competir com outros no mundo, a romper com o velho. (Claro, existem desenvolvimentos tecnológicos importantes na mineração e na agropecuária, e o Brasil tem excelentes profissionais nessas áreas. Mas não é disso que falo.)

 

Este é o Brasil que compra quase tudo que não vem da terra e das suas entranhas, cujas marcas cobiçadas pela população são praticamente todas estrangeiras. Este é o Brasil que não dá valor à educação, à pesquisa, à manutenção de seus museus e centros de inovação tecnológica, que não acredita no talento da sua população para mudar o mundo. Este é o Brasil fechado em si mesmo, conservador, demagogo, corrupto, fadado a repetir modelos que estamos cansados de ver falhar no passado.

Este é o Brasil castrado, que tem medo de mudar, de dar voz às minorias, de abraçar as diferenças, de ser uma sociedade que visa a inclusão e não a exclusão, um Brasil que define sua moralidade a partir de valores ultrapassados no resto do mundo desenvolvido. Este é um Brasil sem futuro, sem amanhã, um Brasil fadado ao fracasso, rígido, censurado, cego aos efeitos da mudança climática e do detrimento ambiental.

A escolha que olha para frente opta pela abertura ao mundo, pela inovação tecnológica —contando com a aplicada à mineração e à agropecuária—, um país que abraça a diversidade de sua população, que se moderniza continuamente, que quer competir com as outras potências tecnológicas do mundo, que vê a educação como portal para um futuro próspero.

Este é o Brasil que dá opções aos jovens, que acredita neles, que olha para o que está acontecendo no mundo, em países como a Coreia do Sul, o Japão, a Índia, a China, o Canadá, e vê modelos de como se adaptar ao futuro que já chegou, que está mudando radicalmente o mercado de trabalho, nosso estilo de vida, a globalização da economia, a exploração do espaço, o modo como as pessoas se comunicam.

Este é o Brasil que não se contenta em ver que nenhuma das maiores empresas de tecnologia do mundo —Apple, Microsoft, Samsung, LG, Sony, Nintendo, Google, Amazon, Tesla, SpaceX, e muitas outras dedicadas à defesa e outros fins— é brasileira e quer mudar isso, e quanto antes melhor. Este é o Brasil que entende o risco do aquecimento global, seu impacto social e econômico, um país que entende o impacto ambiental do industrialismo e do extrativismo cego, e que planeja além do lucro imediato, que pensa nas gerações que vêm depois dessa.

É triste pensar no que pode ocorrer com o Brasil, caso as pessoas usem o seu voto para olhar para trás, vítimas do medo, da demagogia, e da falta de informação sobre o que anda acontecendo pelo mundo.

Nem os Estados Unidos estão imunes a esta cegueira, como vemos hoje, com um presidente inepto, corrupto, motivo de riso em todo o mundo, cujas políticas econômicas, sociais e ambientais estão destruindo a hegemonia do país, ameaçando a sua competitividade no mercado internacional.

Não há dúvida de que o Brasil precisa alterar o seu curso atual.

Acredite no seu voto, acredite que você pode ser a diferença que quer ver acontecer. Não deixe que nosso país afunde, mais uma vez, no obscurantismo do passado, ficando para trás, cego para as transformações que estão mudando o mundo.

O motor do futuro é a educação da população, a modernização tecnológica, uma sociedade inclusiva, a economia diversificada. Use o seu voto para redirecionar o Brasil, olhando para frente.



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