Acompanho de perto a paleontologia e a arqueologia “made in Brazil” desde 2001, quando comecei a escrever para esta Folha, e uma coisa que tem me deixado cada vez mais feliz nos últimos anos é ver o aumento da quantidade e da qualidade dos nossos paleoartistas, ou seja, do pessoal que mistura arte e ciência para recriar o nosso passado remoto em imagens. A cena indizivelmente fofinha da imagem acima — uma versão criança de Luzia, a mais antiga brasileira (mais de 11 mil anos), brincando com um filhote de preguiça-gigante — vem da prancheta da paleoartista Renata Cunha, geóloga e paleontóloga de Curitiba.

Vários sítios arqueológicos bem datados no interior de Minas Gerais mostram que, de fato, houve considerável sobreposição temporal — na faixa de alguns milhares de anos até! — entre o povo de Luzia e animais como várias espécies de preguiça-gigante (como a Catonyx cuvieri, que tinha o tamanho de um bezerro quando adulta), dentes-de-sabre (Smilodon populator) e outros bichos.

O leitor pode ver outros exemplos da delicada arte produzida por Renata neste site. Gosto particularmente da imagem do pai e do filho no sambaqui (monumento pré-cabralino da região Sul do país) e da cena com os diversos bichos brasileiros da Era do Gelo. E, se você conhece outros paleoartistas que merecem ser mais conhecidos, é só me escrever no e-mail reinaldo.lopes@grupofolha.com.br ou aqui nos comentários que terei prazer em falar deles no blog.

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