O lançamento do telescópio espacial James Webb, da Nasa, o mais poderoso da história, foi adiado novamente, dessa vez para maio de 2020, informou a agência espacial americana nesta terça-feira (27).  O lançamento já havia sido adiado para 2019.

Ao que parece, o novo telescópio irá exceder o limite de US$ 8 bilhões imposto pelo congresso americano, o que significa a necessidade de uma nova autorização e até mesmo a possibilidade de outras missões da Nasa serem prejudicadas.

O equipamento, aguardado com ansiedade pela comunidade científica, está atualmente passando pelas etapas finais de integração e testes que exigirão mais tempo para garantir uma missão bem-sucedida, explicou a Nasa em um comunicado.

A Nasa está reforçando a gestão do projeto e designou um comitê independente de avaliação, liderado por Thomas Young, ex-diretor da agência, que deverá relatar nos próximos meses o que ainda precisa ser feito e qual será custo disso.

“Uma vez determinada uma nova data para o lançamento, a Nasa fornecerá uma estimativa dos custos, que poderão exceder os US$ 8 bilhões de dólares originalmente previstos”, indicou a agência, sem fornecer detalhes sobre o possível custo final do projeto.

Há apenas um ano e meio, a agência espacial orgulhosamente mostrou o telescópio a jornalistas e afirmou que o lançamento estava caminhando, após uma década de problemas e custos acima do esperado —fatos que quase levaram ao cancelamento da missão em 2011. 

O telescópio espacial James Webb —em homenagem ao segundo administrador da Nasa, que esteve no comando da agência entre 1961 e 1968— será o mais poderoso telescópio já construído.

Cem vezes mais sensível do que seu antecessor —o revolucionário Hubble, lançado em 1990— será capaz de estudar a atmosfera dos exoplanetas, planetas localizados além do nosso sistema solar.



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