Um iPhone com tela suja pode se tornar relíquia do passado, se as informações de que a Apple está testando uma tela “sem toque” se provarem verdadeiras.

A empresa aparentemente está desenvolvendo uma tela que permitiria que o usuário controlasse certas funções de seu celular movendo o dedo sobre a superfície da tela, mas sem a necessidade de tocá-la, de acordo com a Bloomberg.

A reportagem que a agência de notícias publicou na quarta-feira (5) cita “pessoas informadas sobre o assunto” e diz que a tecnologia está em estágio inicial de desenvolvimento e talvez nunca chegue ao mercado. Mesmo que o faça, disseram as fontes, desenvolvê-la demoraria pelo menos dois anos.

A Apple não se pronunciou sobre o assunto.

O iPhone, como muitos outros smartphones, nos últimos anos recebeu críticas por não apresentar grandes inovações. Nem mesmo o novo iPhone X da Apple, que introduziu uma nova tecnologia de reconhecimento facial e uma tela que ocupa quase toda a frente do aparelho, causou impressão positiva a todos os críticos.

Mudar a maneira pela qual o usuário interage com a tela poderia oferecer algo de novo no mercado, a depender da maneira pela qual a nova tecnologia venha a ser implementada.

A Samsung já vem usando os sensores de seus smartphones para propiciar aos usuários a capacidade de controlar as telas dos aparelhos sem tocá-las.

O usuário pode mover sua mão inteira a alguma distância da tela para “folhear” imagens em um álbum, por exemplo. Com base na reportagem da quarta-feira sobre o iPhone, parece que a Apple está desenvolvendo telas que poderiam detectar sem toque o movimento de um dedo do usuário, e não o da mão inteira.

TELAS CURVAS

A reportagem também dizia que a Apple pode estar trabalhando em telas curvas, que outros fabricantes de celulares, entre os quais a Samsung, já incorporaram aos seus designs.

O orçamento de pesquisa e desenvolvimento da Apple vem crescendo nos dois últimos anos e ultrapassou os US$ 3 bilhões no trimestre final de 2017, de acordo com declarações financeiras da empresa. Neil Cybart, da Above Avalon, uma empresa que analisa a Apple, apontou em 2016 que a Apple raramente gastava mais de US$ 3 bilhões anuais em pesquisa e desenvolvimento, quatro ou cinco anos atrás.

A empresa também estaria trabalhando em um tipo completamente diferente de tecnologia para telas, chamada MicroLED, e pode estar desenvolvendo chips por conta própria, para substituir os componentes da Intel nos computadores que fabrica.

Tradução de PAULO MIGLIACCI



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