Google mostra resultado de busca relacionando assuntos de pesquisas antigas e novas. (Foto: Divulgação/Google)Google mostra resultado de busca relacionando assuntos de pesquisas antigas e novas. (Foto: Divulgação/Google)

Google mostra resultado de busca relacionando assuntos de pesquisas antigas e novas. (Foto: Divulgação/Google)

Se alguém recorrer ao Google para buscar descobrir os ingredientes usados em uma e depois para buscar uma receita de vatapá, a empresa vai exibir automaticamente ainda informações sobre pratos típicos brasileiros. A novidade foi anunciada pelo Google nesta terça-feira (24) junto com a mudança da ferramenta de busca para que passe a exibir resultados sobre a relação entre duas entidades, como dois jogadores de futebol, ou entre uma celebridade e uma característica marcante, como Ivete Sangalo e seu cabelo.

Os dois novos recursos foram criados em solo brasileiro, pelo centro de engenharia do Google em Belo Horizonte (MG). Chegaram antes aos Estados Unidos, em dezembro do ano passado, mas começam a ser liberadas ao restante do mundo.

Começam a ser liberados agora os resultados baseados na combinação de duas buscas sobre um assunto semelhante feitas anteriormente. Com esse novo recurso, alguém que procure por “Cidade de Deus” e depois por “Tropa de Elite” recebe indicações por “Filmes brasileiros indicados ao Oscar”.

Em maio, o Google libera para o Brasil e o mundo a ferramenta que exibirá respostas resumidas contendo o relacionamento entre dois termos. Se um usuário buscar por “Daniel Alves e Neymar”, por exemplo, receberá como resultado imagens em que os dois jogadores estão juntos e outras informações coletadas na web que deem a dimensão da relação entre eles.

A novidade irá além de pesquisas por pessoas e compreenderá consultas menos específicas, como por “vestimentas de capoeira”, que exibirá também roupas para outras modalidades. Já para consultas por “Ivete Sangalo cabelo”, o Google mostrará textos, fotos e vídeos sobre momentos em que a cantora discorreu sobre seus atributos capilares.

Google mostra resultado de busca relacionando assuntos de pesquisas antigas e novas. (Foto: Divulgação/Google)Google mostra resultado de busca relacionando assuntos de pesquisas antigas e novas. (Foto: Divulgação/Google)

Google mostra resultado de busca relacionando assuntos de pesquisas antigas e novas. (Foto: Divulgação/Google)

As duas novidades usam “aprendizado de máquina”, em que algoritmos são treinados para averiguar e compreender como humanos se comportam a fim de se antecipar a uma demanda. Nasceram no Brasil e já miram um dos objetivos da empresa.

“Nos próximos 10 anos, mudaremos para uma empresa em que a inteligência artificial vem primeiro”, afirmou Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, citando Sundar Pichai, CEO do Google. “O futuro já chegou, ele só está mal distribuído”, brincou.

Fabio Coelho, diretor-geral do Google Brasil. (Foto: Helton Simões Gomes/G1)Fabio Coelho, diretor-geral do Google Brasil. (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Fabio Coelho, diretor-geral do Google Brasil. (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

O Google aproveitou a apresentação para relatar algumas das mudanças nos 20 anos da empresa, completados em 2018.

Enquanto descrevia as transformações enfrentadas pela empresa, Berthier Ribeiro-Neto, diretor de engenharia do Google para América Latina, pontuou que, por mais serviços que a empresa tenha, a ferramenta de busca responde por mais de 80% do faturamento da companhia.

Para Ribeiro-Neto, o que levou o Google a se diferenciar dos outros buscadores na internet é ter passado a considerar as relações entre as páginas e entender que algumas delas têm maior relevância perante as demais.

Sem isso, pesquisas simples poderiam exibir resultados irrelevantes antes do que o que as pessoas realmente queriam ver. Um problema potencial em consultas por termos correntes, como “banco do Brasil”, que apresenta 839 milhões de respostas. Como a maioria das pessoas não quer pesquisar fabricantes brasileiros de bancos de praça e, sim, o site da instituição financeira, o motor de busca prioriza a página do BB.

Cartazes na sede do Google em São Paulo mostram as várias fases da empresa em seus 20 anos de vida. (Foto: Helton Simões Gomes/G1)Cartazes na sede do Google em São Paulo mostram as várias fases da empresa em seus 20 anos de vida. (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Cartazes na sede do Google em São Paulo mostram as várias fases da empresa em seus 20 anos de vida. (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Nesses 20 anos, já é possível traçar um panorama do comportamento das buscas. Segundo Bruno Pôssas, engenheiro-chefe de busca do Google em Belo Horizonte, um terço das consultas são populares e recorrentes. Miram assuntos como Big Brother Brasil, YouTube, Correios e Flamengo.

Temas do momento, como algum concurso público aberto, seriados como “A Casa de Papel” ou destinos turísticos, respondem por outros 33%.

O restante são buscas bastante específicas, como “carne vermelha na quarta-feira de cinza” ou “qual a importância do positivismo para a proclamação da república”.

Dentro desse terceiro grupo, há as pesquisas que são feitas pela primeira vez. Respondem por 15% do total. “Várias delas são escritas de formas incorretas, mas também há consultas diferentes mesmo, que a gente tem que fazer um esforço para responder.”



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