Milhares de funcionários do Google pediram ao presidente-executivo da empresa que cancele a parceria com o Exército dos Estados Unidos que usa inteligência artificial para melhorar a identificação de alvos de ataques feitos por drones no campo de batalha.

Em carta endereçada a Sundar Pichai, mais de 3,1 mil pessoas afirmaram:

Elas pedem que o Google deixe o Projeto Maven. Ainda em fase piloto no Pentágono, ele é um sistema que aplica de inteligência artificial às imagens aéreas coletadas pelos drones do governo dos EUA para detectar veículos e outros objetos. O objetivo é identificar movimentações suspeitas para abastecer o Departamento de Defesa com informação. Outras companhias de tecnologia, como Microsoft e Amazon, também estão envolvidas no projeto.

Na carta, os funcionários do Google afirmam que Diane Greene, a presidente da área de computação em nuvem da companhia, chegou a afirmar que a tecnologia não será usada para “operar drones” ou para “lançar armas”.

A carta enviada a Pichai é uma das primeiras manifestações públicas de funcionários de uma grande empresa de tecnologia contra a atuação de sua companhia empregadora no desenvolvimento de tecnologia voltada para área militar.

Nesta quarta-feira (4), acadêmicos de 30 países, incluindo do Brasil, propuseram um boicote contra a KAIST, após a universidade líder em pesquisa na Coreia do Sul e uma das maiores do mundo criar um laboratório de armas com inteligência artificial em parceria com a Hanwha Systems, fabricante de armamento especializada em fabricar bombas de fragmentação.

Esses artefatos explosivos foram proibidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em uma resolução assinada por quase cem países – a Coreia do Sul, porém, não é uma das signatárias.

A ONU começou a avaliar em novembro de 2017 a proibição de armas autônomas, o nome técnico dos “robôs assassinos”.

Os funcionários do Google temem que a companhia nade contra a corrente ao se aliar ao Pentágono.



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