As autoridades do Reino Unido decidiram nessa terça-feira (10) aplicar multa máxima ao Facebook de US$ 664 mil, após o escândalo envolvendo a consultoria britânica no vazamento de dados de pelo menos 87 milhões de usuários da rede social. A informação foi publicada pelo Washington Post. 



A notícia sobre o vazamento veio a público em março deste ano, quando os jornais The New York Times e The Guardian publicaram reportagens sobre o uso de um teste de personalidade para coletar dados irregularmente dos usuários do Facebook, em 2014. Uma brecha nos termos de uso permitia que desenvolvedores terceiros tivessem acesso aos perfis e aos amigos vinculados.


As investigações tentam encontrar evidências de que essas informações coletadas deram origem a um banco de dados usados na campanha presidêncial de Donald Trump e no plebiscito do Brexit, ambos em 2016. A intenção da consultoria seria usar o Facebook para manipular a opinião pública e interferir no resultado das urnas.


A comissária do Escritório do Comissionado de Informação, ICO, na sigla em inglês, Elizabeth Denham afirmou que “o Facebook não foi suficientemente transparente para que os usuários entendessem como e por que eles poderiam ser alvo de um partido político ou de uma campanha publicitária.”


O chefe de privacidade do Facebook, Erin Egan, disse em nota que a rede social “deveria ter feito mais pelas investigações envolvendo a Cambridge Analytica e tomado uma atitude em 2015.”


Além da empresa de Mark Zuckerberg, a Cambridge Analytica também deve ser punida com multa. Após o caso de vazamento de dados ganhar repercussão mundial, os sócios da consultoria decidiram encerrar as atividades.


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