Durante pouco mais de uma hora, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, foi sabatinado no Parlamento Europeu, em Bruxelas. O executivo foi convocado para prestar esclarecimentos após a descoberta do vazamento de dados de usuários da rede social.





Assim como no Congresso dos EUA, a fala de fundador de Zuckerberg foi pouco esclarecedora.


O executivo tentou convencer sobre a segurança da plataforma, mas muitas perguntas dos parlamentares ficaram sem respostas.


Entre os tópicos da sabatina estavam:


Fake news


O executivo disse ao Parlamento Europeu que o Facebook contará com o auxílio de empresas de checagem de fatos para combater a circulação de notícias falsas.


“Nós não vamos dizer o que é verdadeiro ou falso. Nós teremos empresas parceiras para fazer a checagem dos fatos”, explicou Zuckerberg.


Monopólio


Zuckerberg afirmou que sua empresa não tem o monopólio de mercado por ter muito concorrentes.


“Nós estamos em um ambiente competitivo. As pessoas têm acesso à vários aplicativos para se comunicar. Existem inclusive concorrentes com milhões de usuários”, argumentou o executivo.


Cambridge Analytica


O escândalo do vazamento de dados também foi abordado durante a sessão no Parlamento Europeu. Em 2014, a consultoria britânica obteve os dados pessoais de 87 milhões de pessoas de maneira irregular.


“As mudanças que nós fizemos na plataforma em 2014 não permitem mais empresas terceiras terem acessos à tantos dados dos usuários”, afirmou Zuckerberg.


GPDR


Nesta semana, entra em vigor na Europa as novas diretrizes para privacidade e segurança online, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), e o Facebook será diretamente afetado. Zuckerberg afirma que a rede social estará de acordo com a nova lei no dia em que entrar em vigor.


“Em três dias, em 25 de maio, nós estaremos em total acordo com as novas regras do GDPR”, afirmou Zuckerberg.


Outros compromissos na Europa


O próximo compromisso de Mark Zuckerbeg no continente europeu é uma reunião com o presidente da França. Emmanuel Macron prometeu ter uma conversa franca com o executivo. 


A rede social segue na tentativa de recuperar a credibilidade perdida com as notícias sobre o vazamento de dados e com o possível uso da plataforma para influenciar o voto nas eleições dos EUA e no plebiscito do Brexit.



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