As redes sociais buscam maneiras de tornar a veiculação de propagadas mais transparente aos usuários e às autoridades

Transparência nas redes







O Twitter anunciou nesta quinta-feira (29) que tornou mais fácil para os usuários identificarem anúncios de campanha política e saber quem pagou por eles, em meio a ameaças de regulamentação das redes sociais pelos Estados Unidos, que cobram a divulgação de tais gastos.


O Twitter lançou o “Centro de Transparência de Anúncios” para permitir que qualquer pessoa visualize anúncios que foram veiculados na plataforma. Nesta primeira fase, apenas as propagandas da campanha eleitoral norte-americana ficarão disponíveis aos usuários, mas no futuro deverá abranger anunciates de maneira global.


O Facebook afirmou que permitirá que os usuários vejam listagens de todas as campanhas publicitárias ativas, seja o anunciante de natureza política ou não. Os usuários também poderão consultar o histórico de alterações de nome de uma página na rede social.


Os recursos devem ajudar as pessoas a identificar o uso indevido do Facebook, disse a empresa.


O Google prometeu lançar um centro de transparência similar para anúncios políticos em seus serviços entre o final deste ano e início de 2019.


Brasil


Durante o anúncio global do Facebook, a rede social também divulgou medidas de transparência voltadas para o Brasil. As ações incluem um arquivo pesquisável de anúncios políticos que terá histórico de sete anos. A ferramenta também trará outros detalhes como o perfil médio de quem visualizou determinado anúncio.


O Facebook também anunciou no Brasil ferramentas para consulta de informações como os anúncios ativos que páginas na rede social estão divulgando. O recurso se estende para Instagram, Messenger e programa para parceiros.


Para a campanha eleitoral, os candidatos e partidos precisarão se cadastrar no Facebook antes de poderem veicular anúncios políticos na plataforma.


Os detalhes para a aplicação dessas ferramentas no país ainda estão sendo alinhados pela rede social. O Brasil será o segundo país, depois dos EUA, a contar com a rotulação de anúncios como conteúdo político, disse o vice-presidente do Facebook para América Latina, Diego Dzodan.


“O objetivo é promover o uso certo da plataforma, sempre haverá pessoas mal intencionadas, mas sempre estaremos desenvolvendo ferramentas que permitam identificar usuários mal intencionados e prevenir o impacto que eles trazem.”



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