A empresa britânica de análise de dados Cambridge Analytica, pivô do escândalo que custou bilhões de dólares ao Facebook, pode ter tido acesso às informações de mais de 87 milhões de usuários da rede social e feito o armazenamento em servidores na Rússia.


Segundo o canadense Chris Wylie, ex-funcionário da Cambridge que fez a denúncia sobre o acesso aos dados, o número de 87 milhões de perfis violados, confirmado esta semana pelo Facebook, pode ser muito maior. Ele deu a declaração em uma entrevista à rede norte-americana NBC.


Colaboração


Wylie disse que foi contactado por autoridades norte-americanas e pode ir ao país em breve para colaborar com as investigações. “Estamos apenas vendo as possíveis datas”, afirmou.


O ex-funcionário da Cambridge falou que “muitas pessoas” tiveram acesso aos dados e que há um “risco verdadeiro” de que as informações possam ter sido mandadas para a Rússia.



“Os dados podem estar armazenados em várias partes do mundo, inclusive a Rússia. Digo isso porque o professor que fez a coleta dos dados viajava o tempo todo do Reino Unido para a Rússia”, contou Wylie.


Coleta de dados


Os dados foram coletados por Aleksander Kogan, pesquisador russo, por meio de um aplicativo de teste de personalidade. O material, com informações de milhões de usuários, foi vendido para a Cambridge Analytica, que comandou a campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2016.


Wylie destacou na entrevista que, uma vez copiados os dados, é impossível saber onde eles estão e quantas vezes foram copiados, por mais que o Facebook assegure que está tomando medidas para corrigir os problemas.


“Sei que eles estão começando a tomar medidas para consertar a situação e tentar descobrir quem teve acesso aos dados e onde, mas não tem como assegurar que as informações não estejam em algum lugar desconhecido”, disse.



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