O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta segunda-feira (9), a formação de uma comissão eleitoral independente para descobrir qual o impacto da rede social nas eleições e na democracia.


“Hoje estamos dando um novo passo, estabelecer uma comissão de pesquisa eleitoral independente que estudará os efeitos da rede social em eleições e na democracia”, escreveu Zuckerberg em um post no seu perfil.


Desde 2016, quando Donald Trump venceu Hillary Clinton nas eleições presidenciais dos EUA, a rede social está sendo cobrada para desenvolver uma forma para fiscalizar e bloquear a circulação de fake news na plataforma. Há indícios de que a campanha republicana usou páginas falsas e publicidades direcionada para convencer eleitores.


A suspeita de que o Facebook foi usado para manipular resultados nas urnas aumentou quando os jornais The Guardian e New York Times noticiaram o caso do vazamento dos dados de 55 milhões de pessoas pela Cambridge Analytica. Esse número foi atualizado para 87 milhões na semana passada, sendo mais de 400 mil brasileiros. Segundo um ex-funcionário da consultoria, os dados coletados de forma irregular foram usados para beneficiar Trump na campanha.


Desde quando o esquema veio a público, Zuckerberg anuncia mudanças para tentar recuperar a credibilidade perdida entre usuários e investidores.


“O objetivo [da comissão] é tanto desenvolver pesquisas acadêmicas sobre como tratar essas questões quanto garantir que o Facebook está protegendo a integridade das eleições”, complementou o executivo.


Na semana passada, o Facebook anunciou que fará a confirmação de endereço dos usuários que fizerem propagandas eleitorais na plataforma. A intenção é evitar que qualquer pessoa tenha o poder de influenciar em campanhas eleitorais em outros países. Além disso, todas os dados gerados com essa nova política serão armazenados por quatro anos e disponibilizados para pesquisadores, jornalistas e entidades reguladoras.


As investigações iniciais sobre a campanha norte-americana de 2016 mostram que usuários russos patrocinaram conteúdos em estados onde Trump estava em uma disputa acirrado com Clinton.



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