Grupo ficou conhecido globalmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retuitar postagens anti-islâmicas

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O Facebook informou nesta quarta-feira (14) que baniu o Britain First de sua plataforma por quebrar regras contrárias a promoção do ódio. O grupo de extrema direita ficou conhecido globalmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retuitar postagens do grupo anti-islâmico no Twitter.


A decisão do Facebook de tirar do ar a página do Britain First de sua rede, assim como a de seus líderes Paul Golding e Jayda Fransen, foi tomada por repetidamente violarem regras criadas para barrar o incitamento ao ódio contra minorias.


Um partido marginal, o British First ganhou notoriedade em novembro, quando Trump criou indignação no Reino Unido e foi fortemente censurado pela primeira-ministra, Theresa May, por retuitar vídeos anti-islã do grupo britânico de extrema-direta.


A retirada das páginas do Britain First acontece no momento em que Facebook e outras empresas de internet como Twitter e Google passam por crescente pressão para policiar suas redes, arbitrando conteúdo para evitar que grupos extremistas espalhem suas mensagens e recrutem online.


Theresa May elogiou ação


May juntou forças com líderes da França e da Itália para pedir que as mídias sociais retirem conteúdos extremistas. Ela disse na quarta-feira ter recebido bem o anúncio do Facebook.


“Eu espero que outras empresas sigam”, disse a parlamentares britânicos.


O Facebook disse ser cauteloso para não retirar posts ou páginas apenas por serem controversos e algumas pessoas não gostarem deles, mas disse que o Britain First foi além e quebrou suas regras contra ódio com seus posts anti-islã.


“Nós não fazemos isso facilmente, mas eles repetidamente postaram conteúdo designado a incitar animosidade e ódio contra grupos de minorias, o que desqualifica as páginas de nosso serviço”, disse o Facebook em uma postagem.


Facebook em Mianmar


A Organização das Nações Unidas fez uma investigação em Mianmar e identificou a presença de conteúdo que incita o ódio e a intolerância religiosa no Facebook. A minoria muçulmana, os ruaingas, vem sendo forte mente perseguida desde agosto de 2017. Mais de 650 mil pessoas fugiram cruzando a fronteira com Bangladesh. Na semana passada, Zeid Ra’ad al-Hussein, alto comissário da ONU para os direitos humanos, alertou para “atos de genocídio” cometidos no país.



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