O Facebook afirmou nesta quarta-feira (4) que dados de 87 milhões de pessoas foram explorados pela Cambridge Analytica, contra 50 milhões da estimativa anterior.


Segundo o diretor de tecnologia da empresa, Mike Schroepfer, a maior parte dessas pessoas moram nos Estados Unidos.


A informação aumenta as chances desses dados terem sido explorados na campanha de Donald Trump, em 2016, uma vez que a Cambrige trabalhou com o candidato.


O executivo não divulgou em seu blog como chegou aos números divulgados, mas informou que a rede social avisará a todos os usuários afetados pelo problema.



A empresa enfrenta uma de suas maiores crises, e Mark Zuckerberg chegou a dizer que a rede social levará “alguns anos” para ser consertada.


No mês passado, o Facebook reconheceu que dados de milhões de pessoas terminaram incorretamente nas mãos da Cambrige Analytica. Desde a divulgação do problema, as ações da empresa já caíram 16%.


Até o momento, a Cambridge Analytica negou qualquer irregularidade no uso dos dados. A consultoria afirma que contratou um professor universátio “de boa fé” para coletar os dados da mesma maneira praticada usualmente por qualquer aplicativo de terceiro.



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