O Facebook enviou ao Congresso dos EUA, na última sexta-feira (29), um documento com as repostas aos questionamentos que ficaram em aberto após Mark Zuckerberg ter prestado esclarecimentos em abril. Nas mais de 700 páginas, a rede social confirma ter compartilhado dados dos usuários com outras 52 empresas de tecnologia. As informações foram publicadas pelo jornal The Washington Post.







Entre as empresas que tinham contrato para coletar as informações dos usuários, estão grandes nomes do mercado como: Apple, Samsung, Amazon, Microsoft, Huawei e Alibaba. 


A rede social argumenta que os dados eram usados para realizar a integração da plataforma com diversos dispositivos e sistemas operacionais. Além disso, afirma que 38 desses contratos já foram suspensos e outros sete devem ser encerrados.


O documento também revela que aplicativos desenvolvidos por terceiros ainda conseguiram ter acesso aos dados dos perfis e dos amigos dos usuários após a proibição em 2015. Foram 61 aplicativos que tiveram o prazo estendido em seis meses para se adequarem à nova regra.


O caso Cambridge Analytica


Os jornais The New York Times e The Guardian publicaram em março deste ano que a consultoria britânica Cambridge Analytica coletou de forma irregular dados de usuários a partir de um aplicativo do Facebook. Mais de 87 milhões de perfis foram afetados pelo vazamento, sendo pelo menos 443 mil brasileiros.


Investiga-se o uso dessas informações para montar um banco de dados que teria contribuído para direcionar propagandas durante a campanha presidencial de Donald Trump e durante o plebiscito do Brexit, que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia. 


A suspeita de que a rede social foi usada para manipular a opinião pública é o motivo de Mark Zuckerberg ter sido convocado para prestar esclarecimentos no Congresso dos EUA e no Parlamento Europeu



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