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BBC Brasil

O russo Igor Solodkov passa de 10 a 12 horas por dia treinando. Ele é um jogador de videogames profissional.

“Temos uma companhia registrada; recebemos um salário mensal”, diz. “Também ganhamos uma fatia dos prêmios, fazemos publicidade e transmitimos os jogos online“, acrescenta.

Solodkov largou a universidade quando tinha 20 anos para se dedicar exclusivamente a uma carreira no videogame —clique aqui para ver o vídeo.

Pelos seus cálculos, ele treinou 8.000 horas durante dois anos. “Meu salário? Agora ganho um pouco mais do que meu pai”, conta.

Igor e seu time, o GoodJob, participaram recentemente de um torneio virtual. Jogavam Counter Strike e concorriam a um prêmio de R$ 324 mil na criptomoeda Level Up Coin (LUC).

Toda a família de Igor vai assisti-lo durante as competições. “A comunicação entre nós não pode ser apenas precisa; tem que ser perfeita”, diz ele sobre sua equipe.

O time tem cinco jogadores e um treinador. O torneio inclui times de oito países e é transmitido em 10 línguas diferentes.

“Claro que é importante se divertir, mas minha prioridade número 1 é ganhar e garantir que vou ser melhor no que eu faço a cada dia que passa”, conta.

O time de Igor acabou perdendo para seus rivais poloneses. Mas eles conseguiram ganhar mais fãs e, possivelmente, uma nova carreira –a de comentarista de jogos.

A indústria de games é uma das mais lucrativas de todo o mundo. No ano passado, estima-se, o faturamento global do setor foi superior a US$ 100 bilhões (R$ 325 bilhões).

 


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