Descrição de chapéu

Agora

São Paulo

Ana Lima, 42, trabalha como consultora de influenciadores digitais e cria conteúdo o dia todo para as redes sociais, fazendo fotos, vídeos e escrevendo textos. “Preciso estar mergulhada em diferentes áreas, como moda, beleza e tecnologia, então eu tenho muitos aplicativos, fotos e vídeos. Possuo três celulares mais o computador para dar conta de tudo isso.”

Todo esse caos de informação pode defini-la como uma acumuladora digital. Uma pesquisa feita pela empresa americana Western Digital aponta que 56% dos entrevistados citam que recebem mensagens de alerta no celular por falta de memória e, por isso, precisam apagar fotos antes de poder tirar uma nova.

“Um celular roda bem com até 80% da capacidade ocupada. Acima disso, o aparelho fica lento”, afirma Alexandre Jannoni, gerente geral da Western Digital no Brasil. “O problema é que as pessoas acham que o celular está ficando velho e compram um mais caro e mais potente, mas o problema continua o mesmo.”

A digitalização ocorreu rápido, e o mundo ainda não se adequou totalmente a ela. “Mesmo os mais jovens ainda não aprenderam a configurar o aparelho de forma que ele guarde menos informação. É preciso ter disciplina para apagar aplicativos não utilizados e dados inúteis”, diz João Carlos Guirau, fundador da BlockTime Tecnologia.

O cozinheiro Rodrigo Almeida, 24, tem mais de 3.000 fotos no celular e sempre troca o aparelho por um outro mais potente. “Atrapalha, porque eu não consigo, às vezes, nem receber uma imagem importante pelo WhatsApp. Mas eu sou conhecido por ter tudo. Quando alguém da família precisa de uma foto de alguma ocasião, sabe que eu terei, mesmo que passe dias procurando”, gaba-se Oliveira.

Segundo Luiz Fernando Silva, especialista em tecnologia da informação da empresa ITsafe Tecnologia, ser um acumulador digital tem várias consequências. “O aparelho fica lento e menos seguro, porque não há cópia do que é importante. Sem espaço, o celular também não faz a atualização de sistema, o que ajuda a deixá-lo mais suscetível a ataques”.

A mudança deve ser cultural, afirmam os especialistas. “Muita gente tira mais de mil fotos em uma viagem. Se antes as pessoas costumavam organizar um álbum, hoje precisam também parar e fazer esse trabalho de seleção. Talvez, mais para a frente, tenha um software que nos ajude a organizar isso”, diz Jannoni.

É possível, ainda, lembrar do modo tradicional, pelo menos ao guardar as fotos de momentos especiais, como férias. “A cultura do papel fotográfico está voltando com força. Gravar fotos em um HD externo te deixa preso a um equipamento. O álbum impresso pode durar até 200 anos”, diz Victor Geloneze, gerente de marketing da Dreambooks, empresa que oferece o serviço de impressão de fotos.


ORGANIZE SEU CELULAR

– Sempre que tirar muitas fotos em uma viagem ou uma grande festa, faça uma seleção na sequência e apague o que não ficou bom ou está repetido

– Salve suas imagens na nuvem (espaço virtual na internet que guarda dados), pois assim você não precisa ficar com tudo guardado no aparelho. Nos modelos Android, as imagens podem ser gravadas no Google Fotos. Nos aparelhos da Apple, há o iCloud. Nos dois sistemas, basta ter um login e uma senha para acessar os dados de qualquer computador

– Se é necessário guardar muitas imagens, vídeos ou arquivos, compre um HD externo para computadores ou use pendrives para celular, a fim de esvaziar o conteúdo de seu aparelho

– Como acontece nos computadores, celulares com muitas abas e programas abertos podem consumir mais do pacote de dados e deixar o aparelho lento

– De tempos em tempos, apague aplicativos que não têm mais função ou que nunca são utilizados

– Organize os aplicativos em pastas. Basta arrastar um aplicativo em cima do outro para que eles sejam agrupados. Dê nomes às pastas: finanças, redes sociais, saúde, etc.

– WhatsApp: configure o aplicativo de forma que as imagens e vídeos recebidos não sejam salvos automaticamente no aparelho, assim você evita guardar o que não é de seu interesse

Fontes: Luiz Fernando Silva, especialista em tecnologia da informação da ITsafe Tecnologia; Alexandre Jannoni, administrador da Western Digital no Brasil; João Carlos Guirau, analista da BlockTime Tecnologia 

 


Agora



DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here