Entra em vigor em toda a União Europeia o Regulamento Geral de Proteção de Dados, chamado pela sigla GDPR, a partir desta sexta-feira (25). O bloco determinou novas regras de proteção, coleta e uso dos dados de usuários na internet.


Agora, as empresas devem ter autorização explícita de seus usuários para coletar dados. Além disso, precisam ter um recurso que permita editar ou deletar todas as informações coletadas.


Há também uma preocupação sobre o armazenamento. Um servidor só poderá ser utilizado para conter dados de usuários europeus se estiver em um país que está sob as regras do GDPR, ou seja, na União Europeia.


As empresas também devem respeitar um prazo de até 72 horas para notificar seus clientes sobre vazamentos ou ataques hackers.


A punição para o não cumprimento do GDPR é uma multa de € 20 milhões, cerca de R$ 90 milhões, ou um valor equivalente a 4% do rendimento global da empresa.


A GDPR afetará a política de privacidade no mundo como um todo. Muitos termos de diversas plataforma na rede serão ajustados pelos parâmetros determinados para a União Europa. 


Nesta semana, Mark Zuckerberg, dono do Facebook, foi ao Parlamento Europeu prestar esclarecimento sobre o vazamento de dados pela consultoria britânica Cambridge Analytica e garantiu que a rede social estará de acordo com a nova regulamentação a partir de hoje.


O Facebook vem sofrendo pressão para garantir maior privacidade e segurança dos usuários desde as notícias sobre o vazamento dos dados de mais de 87 milhões de pessoas, incluindo mais de 440 mil brasileiros.


Acredita-se que essas informações obtidas de forma irregular e sem o consentimento dos usuários foram usadas para manipular a opinião pública durante a campanha do Donald Trump e no plebiscito do Brexit, que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, em 2016.



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