A norte-americana HyperloopTT inaugurou nesta sexta-feira (6) um centro de pesquisa e desenvolvimento em parceria com o Governo de Minas Gerais. O local escolhido para receber as instalações foi o município de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A empresa é uma das envolvidas no desenvolvimento das cápsulas de transporte em alta velocidade criadas por Elon Musk.


A parceria publico-privada (PPP) terá o investimento total de R$ 26 milhões, metade desse valor sairá dos cofres do governo do estado. A prefeitura cedeu um terreno de 22 mil km² de uma fábrica desativada. O local foi reformado para abrigar a iniciativa, mas foram preservadas algumas características originais do prédio que foi fechado na década de 1960.


O centro de pesquisas terá como objetivo encontrar soluções para os problemas de logística no Brasil. Até o final do ano, empresas, startups e universidades brasileiras estarão trabalhando de forma colaborativa para desenvolver e aprimorar ideias para o setor.


“O Brasil tem buscado resolver problemas de logística e de sustentabilidade. A HyperloopTT pode ajudar a encontrar essas soluções”, afirma o CEO e cofundador da HyperloopTT, Bibop Gresta.


O Brasil e o hyperloop


O conceito do hyperloop foi apresentado pelo fundador da Tesla e da Space X, Elon Musk, em 2013. A proposta é levar passageiros e carga em cápsulas flutuantes que chegam a 1.200 km/h dentro de tubos à vácuo. Com essa velocidade, o trajeto entre São Paulo e Rio de Janeiro pode ser feito em só 20 minutos, por exemplo.


A vinda da HyperloopTT para o Brasil faz do país um candidato para ter um hyperloop. A empresa já iniciou esse projeto em Los Angeles (EUA), Abu Dhabi (Emirados Arábes Unidos) e Toulouse (França). Os primeiros testes com um protótipo serão realizados até o fim do ano na França.



Além da alta velocidade, outro destaque dessa meio de transporte é o uso de energias limpas. Até 30% de toda a eletricidade necessária para o funcionamento do hyperloop tem como fonte painéis solares, turbinas eólicas e até energia geotérmica. O custo médio por quilômetro construído é de US$ 20 milhões até US$ 40 milhões.


“O hyperloop não custa muito para construir e não precisa de muito para manter. Para nós a sustentabilidade não é uma opção, é um imperativo para nosso futuro”, diz Gresta.


A posição geográfica de Minas Gerais seria favorável para o novo modal ser implementado, mas a empresa não confirma as expectativas ou divulga planos sobre essa questão.


“Ainda é cedo para dizer se o Hyperloop será construído no Brasil. O nosso primeiro passo por aqui é o centro de pesquisa e inovação”, explica Gresta.


Parcerias globais


Rodrigo de Sá, diretor global de desenvolvimento e negócios da HyperloopTT, anunciou o programa global de parcerias, o Hyperloop Academy. Empresas, startups e universidades brasileiras poderão se conectar com os mais de 900 cientistas e parceiro no mundo todo para tocar novos projetos. 


“A Hyperloop Academy será um catalizador de inovações e Minas Gerais e em todo o Brasil”, diz Rodrigo de Sá


Assista ao vídeo do lançamento da HyperlooTT no Brasil:



*O jornalista viajou a convite da HyperloopTT



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