O canadense Christopher Wylie, ex-funcionário da Cambridge Analytica, entregou ao Parlamento Britânico, na terça-feira (27), um dossiê que detalha como era o modo de ação da empresa. 


Entre os documentos entregues está o contrato com a Global Science Research assinado por Aleksandr Kogan, neurocientista da Universidade de Cambridge. Inicialmente, as informações coletadas em 270 mil contas do Facebook seriam usados em uma pesquisa acadêmica de Kogan. A partir do contrato, o banco de dados foi usado como base para acessar 50 milhões de perfis na rede social.


Os termos de uso do aplicativo desenvolvido pelo professor autorizava a coleta dos dados de todos os contatos do perfil. Essas informações foram usadas pela empresa para favorecer a campanha de Donald Trump com publicidades direcionadas para determinados públicos na internet, em 2016. Segundo o Facebook, foi solicitado que todo o material obtido a partir da rede social fosse destruído.



Um outro arquivo disponibilizado é um memorando confidencial. O documento tinha como destinatários Steve Bannon, figura próxima de Donald Trump, Rebekah Mercer, filha do fundador da consultoria, e Alexander Nix, presidente da Cambridge Analytica.


Esses papeis apontam como poderia ser a ação da Cambridge Analytica nas eleições nos Estados Unidos. Por ser britânica, a empresa enfrentaria algumas limitações impostas pela lei elitoral.



A Cambridge Analytica chegou às manchetes dos jornais depois que Christopher Wylie denunciou o esquema de obtenção e uso irregular de dados dos usuários do Facebook


Desde então, a rede social de Mark Zuckerberg perdeu credibilidade. As ações da empresa despencaram nas últimas duas semanas e campannhas na internet incentivam as pessoas a deletarem os perfis na plataforma. 


Entenda o escândalo do Facebook:



Entenda o escândalo do Facebook



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