A Nasa, agência espacial norte-americana, está contando com o auxílio de observadores amadores para estudar a Aurora Steve. O fenômeno é semelhante à Aurora Boreal, mas com algumas características bem diferentes.


“Steve é um tipo de aurora, assim como a aurora boreal. É o mesmo fenômeno: emissão de luz causada quando partículas carregadas emitidas pelo Sol interagem com o campo magnético terrestres”, explica Roberto Costa, professor do departamento de astronomia da USP.


Existe também a aurora austral, quando o fenômeno ocorre no hemisfério sul. Os registros da aurora boreal, no hemisfério norte, são mais conhecidos porque há mais países próximos ao Círculo Polar Ártico (norte) do que do Círculo Polar Antártico (sul), onde estão os locais favoráveis a observação.


“Existe uma população imensa que mora em latitudes bem para o norte, próximas do círculo polar norte e mesmo mais ao norte ainda. É o caso do Canadá, do norte da Europa, dos países escandinavos e bálticos e boa parte da Rússia. Por outro lado, no hemisfério sul as últimas terras antes da Antártida (que é praticamente vazia) são a Patagônia e a Nova Zelândia” detalha o professor Costa sobre a aurora boreal ser a mais conhecida.


Uma das particularidades do novo fenômeno é que a sua visualização não ocorre em áreas tão distantes da linha do Equador. Isso torna a Steve mais fácil de ser observada, inclusive por pessoas que não são especialistas, por ocorrer em regiões mais habitadas e mais acessíveis.


A Aurora Steve chama atenção por ter como cor predominante tons de roxo, enquanto outras auroras são esverdeadas. O formato em faixas finas difere da conhecida “cortina” brilhante das demais auroras. A duração do fenômeno também não é a mesma. A Steve dura entre 20 minutos e uma hora, já outras auroras podem perdurar por várias horas.


Apesar de “Steve” ser um nome relativamente comum em países de língua inglesa, trata-se de uma sigla que significa: Strong Thermal Emission Velocity Enhancement, em tradução livre: emissão térmica forte com aumento de velocidade


Observadores amadores


O Projeto Aurorasaurus foi criado pela Nasa em parceria com a Fundação Nacional da Ciência. Trata-se de uma plataforma colaborativana na qual são registrados os locais onde uma aurora foi vista. Não precisa ser cientista para contribuir com as pesquisas sobre o fenômeno.











A ideia é tentar entender os processos químicos e físico que ocorrem na atmosfera. Essas informações contribuem para o desenvolvimento de satélites comunicação que sofram menos com a interferência de fatores relacionados ao espaço.




Entre 2015 e 2016, a agência espacial recebeu cerca de 30 relatos de pessoas que presenciaram uma Aurora Steve. As observações foram feitas no Canadá, no Reino Unido, no Alasca, nos estados do nordeste dos EUA e na Nova Zelândia.


Assista ao vídeo da NASA sobre a Aurora Steve:












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