O homem que vendeu o WhatsApp para o Facebook e se tornou um dos executivos mais poderosos na rede social de Mark Zuckerberg está deixando a empresa.

Jan Koum, que ganhou o equivalente a R$ 66 bilhões quando vendeu o app de mensagens, decidiu se afastar da gigante do Vale do Silício por preocupações sobre a segurança de dados, dizem pessoas próximas à negociação.

De acordo com executivos do Facebook, Koum acreditava que a rede social tinha dados demais sobre seus usuários e vinha pressionando para que a empresa aumentasse mecanismos de controle sobre essas informações, dando sinais de que deixaria o cargo desde o ano passado.

O escândalo da Cambridge Analytica, a consultoria política que usou dados de 87 milhões de clientes do Facebook para manipular as últimas eleições presidenciais americanas a favor de Donald Trump há dois anos parece ter sido o estopim de sua saída.

Koum, que anunciou sua demissão num post no Facebook dizendo que “é hora de seguir adiante”, é o nome mais importante a deixar a firma de Zuckerberg desde a revelação de vazamentos de dados.

 

Em março, o jornal The New York Times também noticiou que Alex Stamos, o chefe de segurança da rede social, tem intenções de deixar seu cargo.

O episódio da Cambridge Analytica também levou o Facebook a fazer mudanças no alto escalão, mudando equipes em Washington, onde seus lobistas trabalham para influenciar decisões de governo.

Brian Acton, que fundou o WhatsApp com Koum, disse em março que era hora de deletar o Facebook, engrossando um movimento de boicote à rede social que está ganhando força desde o escândalo da Cambridge Analytica.



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