Um grande número de estrelas cadentes será visível no céu por instantes, e o pico será antes do amanhecer no horizonte norte, perto da estrela brilhante Vega. Este fenômeno é registrado todo ano no mês de abril e poderá ser observado, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste do país.


Os meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcial ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. Este fenômeno deixa um risco luminoso no céu, que é popularmente chamado de “estrela cadente”.


“As chuvas de meteoros acontecem quando um grande número destes corpos entra na atmosfera terrestre ao mesmo tempo, causando uma sequência de estrelas cadentes que podem ser visualizadas a olho nu e que podem durar vários dias”, explica o pesquisador Fernando Roig, do Observatório Nacional (ON).


Segundo ele, o fenômeno acontece porque a Terra atravessa a órbita de algum cometa, ao longo da qual há uma infinidade de fragmentos do próprio cometa espalhados. São esses fragmentos que se tornam meteoros. “Cada chuva ocorre com periodicidade anual, e existem diversas chuvas ao longo do ano vinculadas às órbitas de diferentes cometas conhecidos.”


Nas Líridas, conhecidas como “estrelas de abril”, o fluxo de entrada na atmosfera terrestre é de 10 a 20 meteoros por hora, quantidade que pode chegar a 100, quando se caracteriza por ser uma das 10 chuvas mais intensas do ano.


O fenômeno recebeu este nome (Lyrideas) porque o radiante da chuva – região do céu da qual a chuva parece estar vindo em direção à Terra – fica na constelação Lyra.


As chuvas de meteoros não representam riscos para a Terra e acontecem em praticamente todos os meses, algumas com mais intensidade e ampla visibilidade, como as Líridas. “Não existe risco para a Terra, porque a maioria dos fragmentos é muito pequena e se esfarela na atmosfera antes de atingir o solo. Excepcionalmente, pode ser que algum fragmento caia no solo, mas trata-se de corpos muito pequenos cuja probabilidade de oferecer risco às pessoas é praticamente nula”, conclui Roig.



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