No ano passado, o Facebook contratou a jornalista Campbell Brown para ser a chefe de parcerias jornalísticas. Com grande experiência na área e passagens pela NBC News e CNN, ela teria a função de aproximar a rede social da imprensa. Nesta semana, Brown respodeu às críticas que a empresa tem recebido por adotar práticas que diminuem o destaque dado às notícias.


“O meu trabalho não é deixar os publishers felizes. O meu trabalho é garantir que existam notícias de qualidade no Facebook. E que os publishers que estão no Facebook tenham um modelo de negócio que funcione”, disse Brown em um evento sobre jornalismo nos EUA, nesta semana.


Em janeiro deste ano, Mark Zuckerberg anunciou que os posts de pessoas próximas, como amigos e familiares, serão exibidos com mais frequência do que os conteúdos criados por marcas e empresa. A alteração no algortimo preocupou os anunciantes e também as empresas jornalísticas, que devem perder clientes e leitores. 


A novidade iniciou uma crise da rede social com a mídia, inclusive no Brasil. Recentemente a Folha de S. Paulo comunicou que não irá mais publicar suas notícias no seu perfil do Facebook. O leitores, no entanto, poderão compartilhar o conteúdo do jornal na plataforma.


A luta contra fake news


Desde a vitória de Donald Trump  na eleição presidencial dos EUA, o Facebook tenta combater as notícias falsas, as chamadas fake news. A possível influência da Rússia a favor do candidato republicano por meio de posts patrocinados fez a empresa ficar em alerta. A mudança do algoritmo é uma tentiva de identificar e banir conteúdos indesejados.


A medida adotada recentemente ainda causa desconfiança. No dia em que foi divulgado que publicidades e notícias perderiam espaço nos feed, as ações na bolsa caíram 4%. Essa seria uma demonstração da insegurança dos investidores em relação às novas propostas.


Há uma perda de prestigio conquistado nos últimos anos, principalmente entre os mais jovens. Apenas em 2017, a rede social perdeu 1,4 milhão de usuários de12 a 17 anos, três vezes mais do que analistas previam. Mesmo assim, Zuckerberg ainda dono da rede social mais popular do mundo com 2 bilhões de usuários mensais.



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