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Nos últimos três anos, os ciberataques atribuídos a Estados aumentaram em 140%, segundo a consultoria PwC, e os perpetrados por terroristas cresceram 24%.

“Cada vez mais o meio virtual pode ser usado para obter informações privilegiadas, ou atacar um sistema essencial ao seu inimigo”, afirma Eduardo Batista, sócio da consultoria no Brasil.

Na semana passada, uma das maiores empresas de antivírus do mundo, a russa Kaspersky, foi acusada de ajudar o governo de seu país a invadir computadores da Agência de Segurança Nacional norte-americana que tinham o software instalado.

Guerra virtual

“A Kaspersky Lab não esteve envolvida e não possui nenhum conhecimento sobre a situação em questão”, respondeu a empresa em nota.

A acusação partiu dos israelenses, que, em 2015, hackearam a Kaspersky para investigar a suspeita de que os russos estariam roubando inteligência norte-americana.

A Rússia já foi acusada de cortar à distância a energia elétrica da Ucrânia, em 2015, e é investigada por vazamento de e-mails de Hillary Clinton, em 2016, tido como uma tentativa de influenciar as eleições dos Estados Unidos.

“Há uma competição no meio digital, que pressiona os agentes a apelarem para essas táticas. Passa por todas as etapas –recrutamento de terroristas, espionagem de Estados”, afirma Batista.

A pesquisa da PwC encontrou ainda aumento de 83% em ataques causados por hackers e ativistas, muitos deles com motivação política.

No Brasil, o grupo Anonymous tirou do ar sites do governo durante a Olimpíada de 2016. As empresas brasileiras não estão entre as mais visadas, mas seus usuários são os maiores alvos de invasão de contas pessoais.

O Brasil costuma ser atacado por extensão. Em fevereiro, o Banco Central brasileiro e instituições de outros 30 países eram alvos potenciais de um “malware” inserido pela Coreia do Norte no site de um órgão regulador do sistema bancário polonês.

Não há provas de que os hackers norte-coreanos tenham tido sucesso no ataque.



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