A Symantec afirmou que o ataque parece ser impulsionado por metas nacionais de espionagem, como a interceptação de comunicações militares e civis.

Essas capacidades de interceptação são raras, mas não são inéditas, e os pesquisadores não puderam dizer quais comunicações, podem ter sido comprometidas. O mais perturbador neste caso é que os hackers infectaram computadores que controlavam os satélites, de modo que eles poderiam ter mudado as posições dos dispositivos em órbita e interrompido o tráfego de dados, disse a Symantec.

A Symantec informou que já compartilhou informações técnicas sobre o ataque com o FBI e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Também informou agências de defesa na Ásia e outras empresas de segurança. O FBI não respondeu a um pedido de comentário. Segundo o executivo, o acesso dos hackers já foi removido dos sistemas infectados.

Segundo Thakur, a Symantec detectou o uso indevido de ferramentas de software comuns em sites de clientes em janeiro, levando à descoberta da campanha em alvos não identificados. Ele atribuiu o ataque a um grupo chamado internamente como Thrip — outras empresas possuem nomes diferentes para ele.

Não ficou claro como o Thrip conseguiu entrar nos sistemas. No passado, dependia de e-mails enganosos que infectavam anexos ou levavam os destinatários a links maliciosos. Desta vez, em vez de infectar os computadores de usuários, mirou os servidores, o que dificulta a detecção.



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