Segundo a empresa, a medida tem o objetivo de proteger clientes, especialmente em países onde os telefones são facilmente obtidos pela polícia — ou por criminosos com recursos extensivos–, e evitar a disseminação da técnica de ataque.

As configurações padrão serão alteradas no iOS, sistema operacional do iPhone, para cortar a comunicação através da porta USB quando o telefone não tiver sido desbloqueado na última hora.

Essa porta usada por máquinas fabricadas por empresas forenses, como GrayShift e Cellebrite — está última é uma das fornecedoras da Polícia Federal do Brasil. Esses aparelhos contornam as provisões de segurança que limitam as tentativas de acertar a senha que podem ser feitas antes de o dispositivo congelar ou apagar os dados. Agora, eles não poderão executar o código nos dispositivos depois de uma hora.

Representantes da Apple disseram que a mudança nas configurações protegerá os clientes em países onde a polícia apreende e tenta invadir os telefones, já que enfrentam menos restrições legais do que as estabelecidas pela lei dos EUA.

Eles também disseram que criminosos, espiões e pessoas má intencionadas costumam usar as mesmas técnicas. Mesmo alguns dos métodos mais valorizados por agências de inteligência vazaram na internet.



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