Sete fósseis que fazem parte do patrimônio arqueológico brasileiro foram devolvidos nesta quarta-feira (20) pelo governo da Colômbia, após este país ter detido, no ano passado, um contrabandista, informou o Ministério das Relações Exteriores colombiano.

“As peças paleontológicas fazem parte da Formação Santana, localizada na região Nordeste do Brasil, e sua restituição tem uma importante conotação científica para o estudo dos seres vivos que habitaram o atual continente sul-americano, quando ainda não havia sido separado por cheio de África”, afirmou a chancelaria em um comunicado.

Os fósseis foram confiscados em dezembro de 2017 de um cidadão coreano na cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, informou a polícia alfandegária encarregada da investigação à agência AFP.

As autoridades colombianas detectaram ossos escondidos em pedaços de papelão nas malas do contrabandista, que entrara no país por via aérea pela Venezuela e pretendia levar os fósseis para os Estados Unidos.

Depois de realizar as verificações correspondentes com o serviço geológico, a chancelaria concordou com as contrapartes brasileiras no retorno dos fósseis.

Durante a entrega dos artefatos paleontológicos, as autoridades colombianas também apresentaram o crânio do Callawayasaurus colombiensis, que permaneceu na Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), por mais de 50 anos, e que, em março, foi devolvido voluntariamente por essa instituição para a Colômbia, com a colaboração da embaixada dos Estados Unidos.

A saída de fósseis do Brasil sem autorização do governo é proibida desde 1942. Mesmo depois de tanto tempo, a remessa ilegal de riquezas pré-históricas ainda é intensa.

O local mais visado pelos contrabandistas de fósseis no Brasil é o Geoparque do Araripe, no Ceará, onde se encontram fósseis muito bem conservados, inclusive contendo tecidos moles e padrões de cores originais.

Outro sítio procurado é o do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo.

 



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