A Amazon disse nesta terça-feira (2) que elevará o salário mínimo de funcionários nos Estados Unidos para US$ 15 (R$ 59,1) por hora a partir de novembro, após críticas de baixa remuneração e condições de trabalho ruins na segunda empresa mais valiosa do mundo.

Com o movimento, a Amazon fixa seu salário mínimo acima da remuneração base do Walmart e da Target, mas ainda está US$ 7 (R$ 27,5) abaixo da média para um trabalhador operacional nos departamentos de transporte e depósito nos Estados Unidos como um todo.

Parlamentares e sindicatos têm pedido mudanças em grandes empresas americanas. O senador democrata Bernie Sanders propôs uma legislação apelidada de Projeto Bezos em referencia ao fundador e presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos –que visa fazer com que essas companhias paguem maiores salários.

“Ouvimos nossos críticos, pensamos muito sobre o que queríamos fazer e decidimos que queremos liderar (a mudança)”, disse Bezos, em comunicado.

O aumento salarial beneficiará mais de 250 mil funcionários da Amazon nos Estados Unidos, bem como mais de 100 mil trabalhadores temporários que serão contratados em locais em todo o país para a temporada de final de ano, disse a empresa.

A varejista online também disse que fará lobby em Washington por um aumento no salário mínimo federal e pediu que seus concorrentes sigam sua liderança, já que o movimento “Fight for Fifteen (Luta por Quinze)”, liderado por sindicatos, pressiona por uma maior remuneração.

A Amazon atualmente paga cerca de US$ 11 (R$ 43,3) por hora aos seus funcionários. Analistas disseram que o aumento custaria a empresa US$ 1 bilhão (R$ 3,94 bilhões) ou menos por ano, mas seria compensado por um aumento recente de US$ 20 (R$ 78,8) nas assinaturas de seu serviço Prime.



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